domingo de inverno

Num domingo de Inverno, as árvores estão despidas mas o sol dá ares da sua graça (acho que sabe que preciso dele).

Faz sentido, portanto, enfiar-me uma hora na cozinha para preparar um almoço leve mas saboroso.

Uma quiche de legumes, estaladiça, com salada de alface e cenoura para acompanhar. Segue a receita para quem possa estar interessado:

Quiche de Tofu e Vegetais

Para o recheio:

1 embalagem de massa folhada

1 embalagem de vegetais congelados (podem ser aquelas misturas de ervilhas, cenoura, milho – eu usei a que tinha em casa, uma mistura de bróculos, cogumelos, feijão verde, etc)

1 cebola grande

3 c. sopa de azeite

molho de soja

300 g de tofu

2 dentes de alho

 

Para o molho:

200 ml de leite

1 requeijão

2 ovos

2 c. sopa de farinha

1 gema para pincelar

sementes de sésamo

 

Porcedimento:

Com a massa folhada à temperatura ambiente, dividi-la em duas partes iguais – uma vai servir de base da tarte e, a segunda, como topo da mesma. Tenda uma das partes, obtendo um círculo. Coloque-a numa tarteira, com cerca de 23 cm de diâmentro, previamente untada.

Pique a cebola, ou corte em rodelas se preferir, o alho e refogue-os no azeite. Adicione os vegetais e molho de soja a gosto (eu uso cerca de 2 c. de sopa). Enquanto legumes vão cozinhando em lume brando, corte o tofu aos cubos e junte-o ao preparado anterior.

Para o molho é bastante simples, envolva todos os ingredientes acima descritos numa tigela e misture bem. Incorpore-o no preparado dos vegetais e verta tudo para dentro da tarteira.

Agora, é utilizar a segunda metade da massa, distendê-la e usá-la para cobrir o recheio. Calque dos lados, unindo ambas as partes de baixo e de cima. Pincele com uma gema batida e polvilhe com sementes de sésamo.

Leve ao forno por cerca de 35 minutos – aconselho a ir experimentando com um palito antes, cada forno tem as suas manias (já aprendi a lição de não confiar sempre nos tempos que as receitas estipulam!).

Quando terminado o tempo, retire, desenforme e sirva às fatias com uma bela salada.

Bom apetite!

 

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dance like no one´s watching

Hoje a dança toma conta da violeta com duas propostas bem interessantes.

*Em cima, o trailer do documentário de Wim Wenders, “Dance, dance, otherwise we are lost”. Trata-se de uma homenagem à obra da coreógrafa e bailarina alemã Pina Bausch, falecida em 2009. Este filme será lançado no Festival Internacional de Cinema de Berlim, este ano e eu estou em pulgas para o ver.

*E ainda o link para uma cena do filme Singin´in the Rain, com o charmosíssimo Gene Kelly. Um clássico que vimos este fim-de-semana cá em casa, cuja cena me ficou na memória. O vento como terceiro parceiro de dança, a fazer-me lembrar um espectáculo de dança que vi há uns anos, no CCB, onde os bailarinos se atiravam para o chão, de forma crua quase violenta, encarnando o vento… infelizmente não me recordo agora do nome mas levou-me às lágrimas.

Vocês também se emocionam com a dança?

crazy cold

Acho que o frio que apanhei ontem me desligou algum fusível. Só isso explica o facto de ter subido para cima duma mala de cartão velha e tirar uma foto. Pior ainda, achar que é uma foto merecedora de ser mostrada ao mundo…!

 

* na mão seguro um saco cujo tecido adoro e vou reaproveitar.

Eu votei!

Considero que pertencer a grupos religiosos, políticos, estéticos, filosóficos, etc pode ser perigoso. Molda-nos o pensamento, limita a nossa liberdade de escolha enquanto ser individual que somos.

Quando somos adolescentes torna-se o mais importante. Pertencer a um grupo identifica-nos, faz-nos sobressair enquanto força integrante, faz-nos sentir amados até. Mas pode levar-nos para o lado errado, se pelo meio nos esquecermos de pensar por nós mesmos. Pode arrastar-nos para uma corrente perigosa onde acabamos por nos afastar demasiado da costa que é a nossa essência… E depois, o mais certo, é ficarmos à deriva, perdidos, em completa desconexão com o ser que outrora fomos…

Gosto de confiar no meu instinto. Aprendi a perceber que dento de mim encontro, mais cedo ou mais tarde, as respostas que procuro. Assim sendo, gosto de pensar em mim como ser livre. E foi com esse sentimento que acordei hoje de manhã e fui para a rua. Apanhei um frio desgraçado, garanto-vos que preferia ter ficado no quentinho e não ter congelado a cabeça… mas fui votar.

Pela primeira vez na vida, um homem que passou a sua vida a cuidar dos outros candidata-se a ser nosso presidente. Uma pessoa HUMANA, que merece toda a minha confiança sem ter que pensar muito nisso… basta conhecer um pouco do seu percurso, enquanto presidente da AMI.

Este foi, provavelmente, o único post em que falarei de política. Embora, para mim, este seja mais um sentimento de humanidade do que outra coisa.

sunny days

Nada melhor do que o sol para me deixar bem-disposta e criativa. Assim sendo, pedi-lhe alguma da sua luz emprestada e comecei a coser.

Uma almofada em patchwork, aos quadrados. Feita maioritariamente à mão, só utilizei a máquina para unir as partes da frente e de trás (ontem já estava cansada e com ganas de acabá-la). Vai ficar algures cá em casa, desconfio que vou precisar de a ter sempre por perto porque me transmite uma energia boa. Acho que consegui trazer um bocadinho do sol cá para casa… Gostam?

touradas é que não!

Meus caros leitores,

hoje venho muito rapidamente falar-vos de uma petição que está a decorrer.

Trata-se da Petição pela abolição das touradas e de todos os espectáculos com touros, dirigida para o presidente da república, primeiro-ministro e assembleia da república.

Juro-vos que não demora nem 5 minutos do vosso tempo e apenas precisam de dar o vosso nome completo, email e número de b.i. (estejam à vontade para deixar um comentário, se quiserem).

Não basta dizermos que somos contra a tourada, certo? Assinem, por favor, aqui.

Agradeço-vos do fundo do coração!