estar presente

Vem aí um novo ano e, com ele, questiono-me sobre a questão de “estar presente”.

Sabem como é, tentarmos viver o momento do agora, focando a nossa atenção no que está a acontecer e não em coisas passadas ou futuras. Viver assim, tão simplesmente, é um dos objectivos que tenho como ser humano. Digamos assim: é uma meta a alcançar porque não é tarefa fácil e requer muito trabalho.

Quero estar presente na minha vida para não perder pitada dos momentos, das sensações, dos sentimentos, até dos pensamentos e ideias que tiver. Mas… e quando a vida nos prega partidas e nos dá assim um murro forte no estômago? Quando, por momentos, tudo pára e o que estávamos a viver tão serenamente, fazendo alguns planos mas com os pés bem assentes na terra, passa para segundo plano? Desarrumaram-nos as ideias todas… como fazemos? Estar presente também  é sentirmo-nos tristes quando assim acontece, não significa fugir à dor numa tentativa de estarmos sempre felizes. Só com a dor crescemos e sem ela nunca conheceríamos a verdadeira felicidade.

Assim quero viver o novo ano. Presente. Para voltar a conectar-me com esse estado, iniciarei 2012 com um projecto de gratidão – 30 dias de gratidão em fotos e algumas palavras.

Feliz 2012 a todos!

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a minha música de natal

Tiptoe by the window
By the window, that is where I’ll be
Come tiptoe through the bluebells with me

Tiptoe from your pillow
To the shadow of the willow tree
And tiptoe through the bluebells with me

Knee deep, in flowers we’ll stray
We’ll keep the showers away

And if I kissed you in the forest
In the moonlight, by the old old tree
Come tiptoe through the bluebells with me

Knee deep, in flowers we’ll stray
We’ll keep the showers away

Tiptoe by the window
By the window, ’cause that is where I’ll be
Come tiptoe through the bluebells with me
With me

 

Solstício de Inverno

(imagem via Weheartit)

A cada mudança de estação, a terra reinventa-se, renova-se, ganha novo fôlego de esperança.

Observando cada equinócio e solstício com atenção, percebo que a vida e morte andam sempre de mãos dadas, caminhando lado a lado. Dia, noite… Sol, lua… Luz, escuridão… Alegria, tristeza… Nascer, morrer… Um constante ciclo que se repete vezes sem conta.

O frio e a pouca luz do Inverno, pedem um certo recolhimento, como se a terra estivesse de luto e precisasse do seu próprio espaço. Não faz mal precisarmos de tempo para olhar para dentro para depois rejuvenescermos. É assim com a terra, é assim com tudo o que vive.

Este ano, mais do que qualquer outro, ganhei uma perspectiva muito clara desta rotatividade da vida. E isso porque presenciei a morte diante dos meus olhos.

É uma experiência que nos muda mas,  da mudança… já não tenho medo!

Bogy

Há 14 anos eras um bebé com algumas semanas quando me tocaram à porta e me pediram para tomar conta de ti.

Era apenas por um fim-de-semana mas logo percebi que já não podia viver sem olhar para os teus olhos diariamente.

Agora estás no final do teu percurso nesta vida e o meu coração está cada vez mais pequeno ao constatar que o teu olhar já não é o mesmo e que, provavelmente, se está a desvanecer…

Encho-te de carinho e digo-te que te amo vezes sem conta… Será que ouves?… Ainda te lembras aqui da chata?

Tantas pessoas gostam de ti e vão sentir a tua falta…

Sempre foste um cão bravo e muito vaidoso! Cada vez que te viam na rua, as pessoas diziam “Olha o Bogy!” e sorriam ao ver-te passar com a cauda oscilante de contentamento.

Fizeste parte das nossas vidas, preenchendo-a sobremaneira. Estiveste lá quando tanta gente me faltou…

Não podia pedir amigo mais leal e companheiro que tu, meu amor…

Estou orgulhosa da força com que tens lutado nestes últimos dias…

Vou estar ao teu lado quando passares para o outro lado…

AMO-TE!