Dia da terra

 

Deste vídeo podia ficar com todas as pecinhas, da Anna Allen.

Do desafio Photo a Day April, reconheço que não tenho, neste momento, disponibilidade para um projecto diário.

Da terra retiro tantas lições e confortos na minha vida…

Fiquem bem!

 

(video retirado daqui)

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Primavera

E a Primavera chegou!

De manhã, acordei e olhei a janela. Senti a sua presença, ouvindo os pássaros cantar em sua homenagem. Devo ser uma bruxinha para estas coisas porque adivinho sempre, mesmo quando não sei ao certo a hora da sua chegada. Ou então foi uma borboleta que me segredou ao ouvido! 🙂

snippets of the weekend

:: pizza vegetariana de espinafres com tofu e chouriço de soja (não sendo feita em casa, é talvez a minha favorita);

:: andar por casa de pantufas novas – eis um ritual que praticamente todos os anos se renova;

:: aproveitar a desculpa do frio para fazer uma bela feijoada vegetariana, acompanhada por bebida de soja de baunilha;

:: andar pelo jardim à procura de folhas e árvores para fotografar;

:: a pensar em projectos novos que talvez não sejam publicados mas que, na intimidade da minha casa, fazem falta.

Cada vez que tiro uma fotografia a uma planta, flor, árvore ou mesmo à relva debaixo dos  meus pés pergunto-me se ficará incomodada com a minha ousadia. Apareço ali sem ser convidada e ainda lhe roubo um bocadinho da sua alma com um clic… Ficará destroçada, triste, incomodada ou vaidosa porque finalmente alguém reparou nela?…

[Outono]

Dizem que chegaste hoje mas eu já te tinha sentido aproximar há uns dias.

Não sei se foi a brisa que chegou da janela e sussurrou gentilmente ao meu ouvido… simplesmente soube que estavas presente.

Gosto das estações do ano e de viver de acordo com elas. Atenta  às suas mudanças, recolhendo-me e expandindo-me como uma onda que salga a areia…

Gosto tanto do Outono e do silêncio que traz… Ensina-me a escutar e a estar presente, a ter paciência e a saber esperar…

introspecção

Pensar é bom mas pensar demais é errado, não é o que dizem?

Porque é que então uns são pensadores, sábios filósofos que se empenharam a partilhar com os seus discípulos as suas reflexões mais profundas e outros “pensam demasiado”, sendo até intitulados de “anti-sociais”, pessoas que se perdem nas suas deambulações… “Anda sempre com a cabeça na lua”. Talvez o séc. XXI não seja tão dado a filosofias, não há tempo para nada… “Estás a pensar para quê?”. Falar parece bem mais importante e fazer então, nem sem fala. FAZER podia bem ser a palavra do século: é urgente estar sempre ocupado, com as mãos a fazer alguma coisa enquanto se fala ao telemóvel. E o tempo passa. E as pessoas fazem. Mas será que são? Quem são? Onde está a sua essência? Conhecem-na?

Antes de ser uma mulher da sociedade, sou uma mulher da natureza. Sempre o fui e sou-o cada vez mais. E é da minha própria natureza que ando à procura em mais uma época de introspecção.