[uma gata no estúdio]

Quando se olha assim para um tecido caído da mesa, como que esquecido, exposto a todo o tipo de movimentos, que acham que pode estar por baixo?

Uma gata, pois claro! Mas há lá coisa mais encantadora que um tecido bonito para se brincar??

Hoje a Amélie esteve no estúdio comigo enquanto trabalhava. Que aventura! Desde saltar para cima da mesa para investigar se eu estava a fazer tudo bem a ficar siderada a olhar para o meu pé movimentar-se na pedaleira da máquina, esta menina andou por todo o lado, tive sorte que não deu pelo cesto dos meus novelos ou não teria feito progressos num projecto que ando a trabalhar.

Quando eu estava há demasiado tempo concentrada, sem lhe dar atenção, olhava-me com aquelas azeitonas verdes: “Então quando é que te despachas para vir brincar comigo?”.

Ou literalmente saltava-me para o colo… No final do dia, compensei-a: peguei nela e dançamos ao som desta música. Coisas dos nossos dias.

 

wash and dry

Veio da feira não em muito bom estado – acontece muito frequentemente com as pechinchas. Sujinha, com um cheiro agressivo de quem esteve exposta durante muitos dias, à vista de todos. Mas eu gostei dela e trouxe-a comigo.

Já cá, na mesa de operações (banheira), temi pelo seu futuro, ao vê-la esvair-se em tinta… Nada que duas mãos carinhosas e um chuveiro habilidoso não pudessem resolver. Um amaciador delicado e cheiroso e muita água corrente fazem maravilhas.

Agora, recupera no estendal, receitada apenas com vento fresquinho e muita vitamina D. Esperemos que seja o suficiente para a trazer de volta à vida!

destes dias

– estivemos com a família e enchemos a casa de flores;

-encontrámos um novo cantinho para se estar bem, simplesmente;

– comemos iogurte de amora com aveia, passas e um fiozinho de mel;

-preparámos tofu à brás com salada para uma das refeições;

-voltámos à infância e recordámos o maravilhoso Dartacão;

-encontrámos borboletas no cappuccino – coisa mais estranha…;

– comovêmo-nos com um filme amoroso (confesso que chorei baba e ranho…);

– estivemos bem.

E vocês, como passaram estes dias?

passos

Mas que mania é esta de fotografar os pés? Será alguma espécie de disfunção? Serei eu obcecada por pés ou calçado?

Não, garanto-vos que, pelo menos nesse aspecto, sou uma pessoa normal. Mas tenho tirado várias fotografias ali da “zona inferior”. Por nenhuma razão em particular. Porque não posso ter uma câmara na mão, fico com bicho carpinteiro para fotografar tudo… E os pés estão sempre lá, não é? E se pensarmos bem, já repararam na importância que têm? São eles que nos sustentam e nos transportam para onde a nossa mente ordena. Com eles damos passos na vida, uns mais certeiros e outros completamente ao lado. Contudo, eles não se rendem e continuam cá, para o que precisarmos. Tão prestáveis, não? Se calhar precisavam de mais carinho da nossa parte, estão sempre a levar com todo o nosso peso (mais o peso dos nossos sonhos que podem traduzir-se em toneladas!)… Deveríamos, sem dúvida, ser gentis com eles. Deverei eu marcar uma sessão de pedicure?!…

Olha que coisa mais estranha, acabei de reparar que fiz um post inteirinho sobre pés….. Não tenho eu imaginação para falar de outra coisa? Hmmm… Acho que os pés estavam ali mesmo à mão!

domingo de inverno

Num domingo de Inverno, as árvores estão despidas mas o sol dá ares da sua graça (acho que sabe que preciso dele).

Faz sentido, portanto, enfiar-me uma hora na cozinha para preparar um almoço leve mas saboroso.

Uma quiche de legumes, estaladiça, com salada de alface e cenoura para acompanhar. Segue a receita para quem possa estar interessado:

Quiche de Tofu e Vegetais

Para o recheio:

1 embalagem de massa folhada

1 embalagem de vegetais congelados (podem ser aquelas misturas de ervilhas, cenoura, milho – eu usei a que tinha em casa, uma mistura de bróculos, cogumelos, feijão verde, etc)

1 cebola grande

3 c. sopa de azeite

molho de soja

300 g de tofu

2 dentes de alho

 

Para o molho:

200 ml de leite

1 requeijão

2 ovos

2 c. sopa de farinha

1 gema para pincelar

sementes de sésamo

 

Porcedimento:

Com a massa folhada à temperatura ambiente, dividi-la em duas partes iguais – uma vai servir de base da tarte e, a segunda, como topo da mesma. Tenda uma das partes, obtendo um círculo. Coloque-a numa tarteira, com cerca de 23 cm de diâmentro, previamente untada.

Pique a cebola, ou corte em rodelas se preferir, o alho e refogue-os no azeite. Adicione os vegetais e molho de soja a gosto (eu uso cerca de 2 c. de sopa). Enquanto legumes vão cozinhando em lume brando, corte o tofu aos cubos e junte-o ao preparado anterior.

Para o molho é bastante simples, envolva todos os ingredientes acima descritos numa tigela e misture bem. Incorpore-o no preparado dos vegetais e verta tudo para dentro da tarteira.

Agora, é utilizar a segunda metade da massa, distendê-la e usá-la para cobrir o recheio. Calque dos lados, unindo ambas as partes de baixo e de cima. Pincele com uma gema batida e polvilhe com sementes de sésamo.

Leve ao forno por cerca de 35 minutos – aconselho a ir experimentando com um palito antes, cada forno tem as suas manias (já aprendi a lição de não confiar sempre nos tempos que as receitas estipulam!).

Quando terminado o tempo, retire, desenforme e sirva às fatias com uma bela salada.

Bom apetite!