2011 em crafts

E se este Natal apoiarem os artistas portugueses, comprando e oferecendo os seus produtos a quem mais gostam?

É uma bela forma de dinamizar a economia portuguesa, de elevar a nossa auto-estima enquanto povo, de valorizar o que se faz por cá. São peças únicas, onde se perde tempo e se valoriza a atenção aos pormenores.

No seguimento do que acabei de dizer, eis as peças que estão disponíveis, feitas por mim:

As peças do quadrado de cima encontram-se disponíveis na Maria Mellow, na secção têxteis e na secção das bolsas.

As de baixo estão no meu Danças com Trapos.

Cada vez que entro no meu atelier, inspirada para criar, dou muito de mim. Estudo padrões e cores – por vezes levo tempo, outras parece que são os próprios tecidos que me chamam a atenção e o processo desenrola-se facilmente… Erro, desmancho, volto atrás. Começo de novo. Mudo de ideias. Aprendo. Faço o que sei com amor e é com alegria que vejo uma peça terminada.

Para qualquer questão, contactem-me pelo email, por favor: alexas.box@gmail.com

2011 – “Um livro por mês”

E com este livro do Gonçalo Cadilhe entro no mês de Dezembro, finalizando a minha iniciativa “Um livro por mês”.

É um livro sobre viagens que podem conhecer melhor aqui.

Quero agradecer a quem se interessou pelo tema juntando-se a ele. Mesmo que a aventura possa nem sempre ter corrido bem, o importante é ter tentado redescobrir os livros, ter tentado arranjar um tempinho para ler umas linhas. Gostava de saber o que acharam desta iniciativa, receber feedback de quem fez o mesmo que eu ou, pelo menos, tentou.

Abaixo os livros que me acompanharam este ano. Espero que 2012 me traga muitos mais! Pai Natal?…

guisado vegetariano

Experimentei uma receita nova e achei que devia partilhar convosco. Cá em casa fez sucesso, espero que nas vossas casas também.

Guisado de lentilhas com castanhas e cogumelos*

1 chávena de castanhas cozidas

1 cebola

1 cenoura

2 dentes de alho

1 chávena de lentilhas

2 chávenas (480 ml) de água

1 c. sopa de vinagre balsâmico

1 folha louro

160 g de cogumelos frescos

azeite

sal e pimenta

Cozer as castanhas ainda com casca em bastante água, por 30 min.

Retirar-lhes a casca. Reservar.

Cortar a cebola e a cenoura às rodelas.

Refogá-las no azeite, juntamente com os alhos picados.

Juntar a água, as lentilhas, o vinagre e o louro.

Cozinhar em lume branco, com a panela tapada, cerca de 30 min

(pode ser preciso mais tempo, dependendo das lentilhas estarem cozidas).

Mexer ocasionalmente.

A meio do tempo, juntar os cogumelos e, a 5 min do fim, temperar com sal e pimenta e adicionar as castanhas.

Para acompanhar, fiz um arroz bastante simples mas yummy: refoguei umas 4 ou 5 cabeças de alho em azeite, juntamente com meio caldo de legumes. Adicionei água e, quando esta fervia, o arroz (fiz arroz branco para me despachar mais depressa mas com arroz integral também ficava muito bom). A 5 min do fim, juntei então as passas e pinhões. Bom apetite!

(* fiz algumas alterações, juntando couve-lombarda à receita e preferindo manjericao e noz-moscada ao sal e pimenta)

snippets of the weekend

:: pizza vegetariana de espinafres com tofu e chouriço de soja (não sendo feita em casa, é talvez a minha favorita);

:: andar por casa de pantufas novas – eis um ritual que praticamente todos os anos se renova;

:: aproveitar a desculpa do frio para fazer uma bela feijoada vegetariana, acompanhada por bebida de soja de baunilha;

:: andar pelo jardim à procura de folhas e árvores para fotografar;

:: a pensar em projectos novos que talvez não sejam publicados mas que, na intimidade da minha casa, fazem falta.

Jorge Cruz

 

Seguramente uma das minhas músicas preferidas. A letra é pura poesia e este senhor faz-me sempre parecer um trovador de outros tempos. Um dia convidou-me para um concerto e ficaram-me as suas palavras de poeta: “Espero que onde estejas o inverno seja tão gentil como aqui. Ou que então encontres essa gentileza nas pequenas coisas que unem tudo.”

 

Jorge Cruz, “Nada”:

Nada te espanta, nada te encanta
Nada te tomba ou te levanta
Sem passar dentro de ti
Nada te gera, nada te espera
Nao ha outono nem primavera
Sem que o sintas a surgir

Tu és a escala
A mao que embala
Tomas bem conta de ti
Tu és a escala
A mao que embala
Tens um rumo a seguir

E nada te atrasa, nada te arrasa
Nem que no ceu percas uma asa
Vais pegar de novo em ti
Nada te usa, nada te escusa
Mesmo se o mundo inteiro te acusa
So tu sabes pra onde ir

Tu és a escala
A mao que embala
Tomas bem conta de ti
Tu és a escala
A mao que embala
Tens um rumo a seguir eh eh

E nada te esmaga, nada te acaba
Nada te encolhe, nada te alarga
Nada te tenta, nada te inventa
Nada te pesa, nada te aguenta
Nada te falha, nada te empurra
Nada se ri enquanto te esmurra
Nada te esfria, nada te guia
Nada te ofende ou te desvia
Nada te pára, nada te pára
Nada te pára, nada te pára
Nadaa….
Nada te pára, nada te pára
Nada te pára
Nada…