Como nasce um cachecol

Para os dias mais frescos de Outono, fiz um cachecol em patchwork. Tem um 1,65 cm de comprimento e está disponível no Danças com Trapos.

Hoje apetece-me falar do meu processo criativo. Não sei bem se é correcto chamar-lhe processo porque, na verdade, não sigo padrões nem uma lógica propriamente dita. Por norma, sigo a inspiração e não tenho dias específicos em que me sento em frente à máquina e começo a coser, embora não me importasse de o fazer mais frequentemente. Mas apercebi-me que tenho alguns hábitos que costumo seguir.

* Prendo o cabelo com elástico ou fita (cabelos em cima dos tecidos é que não);

* Ponho música (consoante o estado de espírito, nada é constante, mas sem música não sei fazer nada… julgo que até me esqueço do meu nome!) e acendo um incenso;

* descalço-me (sempre!) e lá vou eu!

Às vezes, quando me sinto bloqueada ou como quem está à espera que a inspiração venha da Terra, paro tudo e começo a dançar… (não contem a ninguém!).

E foi nesta ambience que fiz este cachecol, perfeito para os dias de vento que por aí vêm.

compota de tomate

A reciclagem também se pode (e deve) fazer na cozinha e aproveitar alimentos que estão a ficar demasiado maduros é a perfeita desculpa para se fazer compota.

Um destes dias tivemos a sorte de receber uma boa quantidade de tomate. Por feliz coincidência, as nossas mães deram-nos tomate no mesmo dia e, de repente, já tínhamos uma quantidade maior  no frigorífico do que a nossa capacidade de o comer. Lembrei-me então de fazer compota. Eis como fiz:

Ingredientes:
2 kg tomates maduros
1 kg açúcar amarelo
1 pau de canela
1 limão

Depois de pelado, coloquei o tomate cortado aos bocados num tacho onde se foi encontrar com o açúcar. Incorporei-os bem.

Adicionei a canela e a casca de limão. O cheiro, nesta altura, é absolutamente divinal. Nem me passa pela cabeça fazer compota sem estes dois ingredientes cruciais.

Deixei ferver até ganhar consistência, mexendo frequentemente. O lume deve estar brando para não haver risco de pegar no tacho. Aproveitei este tempo para ler um livro enquanto um cheiro encantador invadia a minha cozinha e os meus sentidos.

E o resultado é este: cremoso e com uma cor maravilhosa.

Com o Outono instalado, ir para a cozinha fazer compota dá uma sensação de conforto muito agradável e também é um excelente presente para oferecermos a quem mais gostamos.

Mabon

Celebrar a chegada das estações é algo que faço questão. Porque os ciclos da Natureza estão intimamente ligados aos nossos próprios ciclos e porque é, na verdade, uma festa que a Mãe Terra nos oferece.

Chegou o Equinócio de Outono e eu andei por aí atrás dele.

É tempo de colhermos os produtos que a terra fértil nos ofereceu, de dar graças por toda a sua generosidade. Tempo de fazer compotas e tricotar peças de lã para a chegada de tempos mais frios. A terra começa a adormecer agora para mais tarde renascer com toda a sua força. Os dias ficam mais pequenos e nós acompanhamos a dança, retirando-nos para o nosso ninho. É altura para nos prepararmos para o Inverno, limpando as nossas casas e o nosso interior.

Mas agora mesmo o que me apetece é dançar!

Bom dia

Não me considero viciada mas preciso de um café para começar o dia. Adoro ver o dia nascer mas, confesso, não sou uma pessoa madrugadora. Até gostava de o ser mas o meu ritmo biológico não me deixa (pois, ele é o culpado, claro!).

Gosto de rituais. Daquelas pequenas coisas que fazemos por gosto e, quase sem darmos conta, repetimos diariamente. Gosto de estar atenta a eles e dar-lhes importância. Estar comigo mesma a apreciar aquele instante.

Normalmente, aproveito a pausa do café para planear o meu dia. E vocês, têm estes rituais matinais também?

Relax Friday

Para quem procura um estilo de vida alternativo ou simplesmente novas formas de estar, aconselho que visitem a Feira Alternativa. A decorrer este fim-de-semana no Jardim Tropical de Lisboa (mesmo ali ao pé dos pastéis de Belém), aqui podem encontrar uma variedade de temas, desde alimentação natural, ecologia, artesanato ambiental, terapias alternativas, etc. Também podem assistir a palestras e workshops a decorrer ao longo dos três dias. Eles dão-vos um horário à entrada e depois podem escolher o que mais vos interessar. Lembro-me, por exemplo, que vi um espectáculo de dança do ventre e assisti a um workshop sobre Shantala. Adorei!

Peguem na família (o ambiente é óptimo para crianças) e vão de manhãzinha, para melhor aproveitar o dia. Almocem uma refeição vegetariana e experimentem uma aula de meditação ou yoga. Ensinem os mais pequenos a reciclar e a comprar conscientemente.

Eu já lá não vou há dois anos e não devo poder ir este ano também mas aconselho vivamente a quem se interessa por saúde e bem-estar. Depois contem como foi!

hidratos de carbono

(imagem retirada da net)

Também conhecidos por glícidos ou meramente açúcares, os hidratos de carbono são um dos principais componentes da nossa alimentação. A sua função é fornecer-nos energia para que possamos ter a vitalidade necessária para os nossos afazeres diários (se forem como eu, que tenho tendência a ter tensão baixa, ainda precisam de algumas doses de café mas isso já é outra história). Estes nossos amigos, ao contrário do que muita gente pensa, são mesmo importantes  nas nossas refeições e, se ingeridos com conta, peso e medida, não engordam.

Mas só servem para nos dar energia? – perguntam vocês.

Não, respondo eu. Eles ajudam na manutenção da temperatura corporal, no exercício muscular e na digestão de alimentos. E agora, já estão convencidos?

Os hidratos de carbono podem ser:

* simples – facilmente digeridos e absorvidos pelo organismo, têm um sabor doce e estão presentes no açúcar, mel, doces, compotas, bolos, refrigerantes… Provocam subidas bruscas de glicémia (presença de glicose no sangue) e levam à acumulação de gordura no organismo.

* complexos – a sua digestão e absorção pelo nosso organismo é lenta. Encontram-se nos amidos e féculas – arroz, batata, massas, pão, leguminosas secas (feijão, grão de bico, lentilhas, etc). Estes são, pois os mais saudáveis. Saciam a fome e fornecem energia de forma regular. São mais adequados para pessoas com diabetes, por exemplo.

Podemos ainda falar das fibras. Presentes nos vegetais e cereais integrais, a sua absorção é ainda mais lenta, agarra-se ao acúcar e não o deixa produzir tão rapidamente. Reduzem o colesterol e dão consistência às fezes. As fibras, contudo, se ingeridas em excesso, podem provocar flatulência, diarreia e dores intestinais em pessoas com sistemas digestivos mais sensíveis. De qualquer forma, vale a pena integra-las na nossa alimentação diária.

Estejam atentos ao que comem, pois o nosso corpo é o nosso templo e, como tal, só pode ser sagrado!