leituras

Depois desta semana em que os livros tiveram destaque principal nas danças aqui da violeta, aproveito para vos dar mais sugestões de leitura (quem sabe no fim-de-semana podem entreter-se por entre livros).

Julliet Marillier, que já falei esta semana e a sua Trilogia Sevenwaters.

E dela também “Danças na Floresta” e “O Segredo de Cibele”. Se quiserem informações em português também vos posso arranjar. Bom fim-de-semana.

Iniciativa “Um livro por mês”

Estou muito contente com a vossa adesão à iniciativa “um livro por mês”, onde proponho a leitura de um livro por mês.

A foto acima é dos livros da Marion Zimmer Bradley – os quatro da colecção “As Brumas de Avalon” que eu adoro. Fica como sugestão para as vossas leituras ( e “despachavam” logo quatro meses de uma assentada).

As meninas que aderiram foram:a Rita, a Joana, a Dani, a Teresa e a Márcia disse que ía pensar 🙂

Agora não sei como querem fazer… Eu achei que era muito giro mostrarmos nos nossos blogs ou facebooks o que vamos lendo. Ou deixarem aqui um link para o que estão a ler, se preferirem. Aceitam-se sugestões!

tempo de leituras

Depois da correria do fim do ano, nada melhor do que começar o ano a relaxar. Sim, porque apesar de sermos todas super mulheres, capazes de mil afazeres ao mesmo tempo, também merecemos tirar um tempo só para nós e, no silêncio de um cantinho especial, recolhermo-nos. Hoje vou começar este livro,  uma oferta de natal, que tem uma capa deliciosa.

Este ano decidi não criar expectativas nem elaborar muitos planos. Para além de colocar umas leituras em dia, não tenho propriamente objectivos definidos. Sonhos sim, planos não. Vou saborear o dia-a-dia e abraçar com gratidão o que a vida tiver para me oferecer.

A língua italiana

(imagem retirada da net)

Ainda a propósito do livro que li recentemente, devo dizer que uma das coisas que mais gostei foi o enquadramento histórico que a autora faz de cada país por onde passa. E claro que estando em Itália, não pode deixar de falar da língua mais bela do mundo.

Partilho com a personagem um fascínio por Itália (e Índia). O pouco que aprendi de italiano na faculdade já foi esquecido mas continuo seduzida por esta língua que canta ao meu ouvido belas canções de amor…

E qual é o segredo desta língua? Por que razão encanta tantas pessoas? A autora explica muito bem a sua origem poética:

Há mesmo boas razões para o italiano ser a língua mais sedutora do mundo (…) a Europa foi em tempos um pandemónio de inúmeros dialectos derivados do latim que gradualmente, ao longo dos séculos, se transformaram num punhado de línguas separadas – francês, português, espanhol, italiano. Aquilo que aconteceu em França, Portugal e Espanha foi uma evolução orgânica. O dialecto da cidade mais proeminente tornou-se gradualmente a língua de toda a região. Por conseguinte, aquilo a que hoje chamamos francês é na realidade uma versão do parisiense medieval. O português é o lisboeta. O espanhol é essencialmente o madrileno. Estas foram vitórias o capitalismo; a cidade mais forte acabou por determinar a língua do país inteiro.

Em Itália foi diferente. Uma diferença fundamental foi o facto  de a Itália nem sequer ter sido um país durante muito tempo. (…) Havia partes da Itália que pertenciam a França, outras a Espanha, outras à Igreja, outras ainda a quem conseguisse tomar a fortaleza ou palácio local. (…) Assim, não é de surpreender que, durante séculos, os italianos escrevessem e falassem em dialectos locais mutuamente impenetráveis. (…) No século XVI, alguns intelectuais italianos (…) seleccionaram o mais belo de todos os dialectos locais e designaram-no de italiano.

De forma a descobrirem o dialecto mais belo alguma vez falado em Itália, tiveram de recuar duzentos anos no tempo até ao século XIV em Florença. Aquilo que este congresso decidiu que passaria a ser considerado daí para a frente como italiano foi a linguagem pessoal utilizada pelo grande poeta florentino Dante Alighieri. Quando Dante publicou a sua Divina Comédia, em 1321, contando em pormenor a progressão visionária através do Inferno, Purgatório e Céu, tinha chocado o mundo letrado ao não usar o latim. Ele achava que o latim era uma língua elitista e corrupta (…). Em vez disso, Dante virou-se para as ruas, recolhendo a verdadeira língua florentina falada pelos residentes da sua cidade (entre os quais se incluíam personagens tão ilustres quanto Boccaccio e Petrarca) e usou-a para contar a asua história.

Ele escreveu a sua obra-prima naquilo a que chamou dolce stil nuovo, o doce estilo novo do vernáculo (…)

Assim, o italiano que falamos hoje não é romano nem veneziano (embora estas fossem as cidade poderosas em termos militares e mercantis, respectivamente) nem sequer inteiramente florentino. É essencialmente o de Dante. Nenhuma outra língua europeia tem uma origem tão artística. E talvez nenhuma outra língua tenha alguma vez sido tão perfeitamente destinada a exprimir emoções humanas do que este italiano florentino do século XIV, embelezado por um dos maiores poetas da civilização ocidental.”

– excerto do Livro “Eat, Pray, Love” de Elizabeth Gilbert

Agora percebo!

descobertas

Não sei o que fizeram ao Outono mas, com a chuva e vento fortes destes dias, parece que o Inverno já chegou e eu só quero ficar em casa.

Para este fim-de-semana reservei leituras e um filme que já queria ver há muito.

Cada vez mais me interesso por comida na sua concepção mais verdadeira e despretensiosa. Então a minha nova loucura são os livros de culinária.

Gosto da cozinha da Mafalda (falo da comida e  do próprio espaço em si), por ser prática e funcional e estou ansiosa por poder experimentar algumas das suas receitas deliciosas.

Mas o que me está mesmo a apetecer é deitar-me no sofá com o livro da Elizabeth Gilbert.

O livro é de 2006 e já vai na 11ªedição mas só agora o descobri (toda a gente fala dele, é um facto). Há bocado li a introdução e tive que parar. Acho que uma sensação de medo me invadiu (ok, é estranho mas não é medo de livros – se ler é das coisas que mais amo…). E isso acontece-me quando sinto que estou prestes a entrar num “terreno perigoso”. Não sou maluca, mas é que ler sobre uma mulher que decide largar tudo para ir à procura de si mesma em países como a Itália e Índia é algo que podia ter sido escrito por mim… (perdoem-me se pareço armada em escritora) mas essa mulher podia ser eu, tal é a minha vontade de conhecer estes países.

Em mim sempre prevaleceu um desejo quase secreto de largar tudo e partir à descoberta. Talvez um dia ainda o faça. Por agora, só conheço duas maneiras de o fazer: com livros que nos transportam para lugares onde gostaríamos de estar ou filmes que nos prendem a um passado bem diferente.

leituras no calor

Quanto a vocês não sei, mas eu tenho sérias dificuldades em fazer o que quer que seja quando está calor.

Hoje o meu dia começou cedo, com as compras habituais para casa. O sol já batia forte, sabe que é rei e esta é altura para se mostrar em toda a sua pujança e, à medida que caminhava e me arrastava pelas escadas acima, já previa como ía ser o meu dia basicamente: de volta do meu novo livro.

A capa é chamativa e a história parece-me muito interessante. Eis a sinopse:

Sob o sol italiano, um Verão de paixão e segredos.

(só esta frase já me convence, seriamente! e vêem como fala deste calor?!)

“Olhei pela janela, para a desfocada Inglaterra a passar, e decidi que dali em diante cada dia seria um bónus. O meu tempo seria usado sabiamente. Eu ia espremer tudo o que a vida tinha para dar.

A receita para a vida devia ser simples: amor, família, amigos, saúde e uma boa dose de delícias gastronómicas. Mas a vida raramente é simples. Alice sabe também como ela pode ser frágil, por isso quer desfrutá-la ao máximo… e nunca se sente tão viva como quando está a cozinhar. Por seu lado, Babetta passou a vida a cuidar da família. Mas agora a filha já seguiu o seu próprio caminho e o marido caiu num misterioso silêncio, deixando-a a sós com a sua horta numa pequena casa isolada junto à costa italiana.

Um Verão, as vidas destas duas mulheres vão unir-se numa pequena vila no Mediterrâneo, sob a linguagem comum da comida e do amor pela terra. Vai ser aí, sob o calor do sol italiano, ou a sombra da romãzeira, que segredos serão desvendados, e medos e esperanças partilhados. Mas as lições da vida nem sempre são fáceis de aprender…”

Se calhar, seria mais indicado ler algo sobre o pólo Norte ou sobre as chuvas de Janeiro para me refrescar mas este livro olha-me de lado neste preciso momento, ali no sofá. Talvez o acompanhe com um chá gelado, para disfarçar.

E vocês, o que fazem com este calor?